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Lena Dobrowolska & Teo Ormond-Skeaping

FUTURE SCENARIOS

Lena Dobrowolska & Teo Ormond-Skeaping

em parceria com a Embaixada Britânica em Lisboa



Future Scenarios
explora os temas da vulnerabilidade - e da responsabilidade - pelas alterações climáticas e o papel que a sua narrativa pode desempenhar na moldagem do nosso futuro. Em colaboração com os mais eminentes cientistas em matéria de alterações climáticas, investigadores e responsáveis pela formulação de políticas no Sul Global e no Reino Unido, Dobrowolska e Ormond-Skeaping compreenderam de que modo a narrativa da vulnerabilidade que em tempos envolvia as nações mais vulneráveis às alterações climáticas se converteu numa narrativa de resiliência e adaptação.


Verifica-se, então, que são precisamente esses países mais vulneráveis, considerados como indefesos face às alterações climáticas que estão agora a emergir como lideres no desenvolvimento de estratégias de redução de danos e de adaptação, no recurso à resiliência dos seus habitantes e ao conhecimento sobre a adaptação, na investigação das perdas e danos, partilha de conhecimento e energias renováveis, sendo ainda os que estão mais perto da descarbonização das suas economias, não obstante terem sido, como grupo, os que menos contribuíram para o total das emissões globais de carbono. As nações desenvolvidas - as principais responsáveis pelas alterações climáticas e as que têm os melhores recursos técnicos e financeiros para as combater - parecem, pelo contrário, estar presas num estado de apatia política e estão a fazer poucos progressos no sentido da mitigação ou da adaptação.


Ao trazer esta nova narrativa de resiliência e adaptação para primeiro plano, Dobrowolska e Ormond- Skeaping pretendem revelar de que modo esta história abre um diálogo sobre um futuro ainda por determinar e como este rejeita, afinal, a narrativa fatalista sobre a vulnerabilidade que determina uma atitude de vitimização.


Dobrowolska e Ormond-Skeaping documentaram fenómenos exacerbados de alterações climáticas e soluções climáticas que nos oferecem vislumbres do futuro (Naomi Klein) com a intenção de sugerir um imaginar palpável de cenários futuros difíceis e melhorar as alterações climáticas. Em locais vulneráveis e historicamente responsáveis pelas alterações climáticas, Dobrowolska e Ormond-Skeaping criaram cenários resultantes de investigação efetuada para migração induzida pelo clima, catástrofes naturais intensificadas, aumento do nível do mar, energias do futuro, conflitos, stress térmico e hídrico e segurança alimentar.


Descrever o impacto global das alterações climáticas foi o que Timothy Morton apelidou de um “Hyperobject”*. A Future Scenarios desloca as alterações climáticas, desvirtua a vulnerabilidade à responsabilidade, divide e revela as relações de poder dominantes e a lenta violência inerente às alterações climáticas. Deste modo, chama-se a atenção para o facto de sermos todos responsáveis - e vulneráveis - às alterações climáticas e, se bem que, obviamente, nem todos sejamos igualmente responsáveis, todos nós deixamos pegadas de carbono, pelo que todos temos um papel a desempenhar para combater as alterações climáticas (Dr. Saleemul Huq). Ao funcionar como uma investigação interdisciplinar colaborativa, a Future Scenarios considera o modo como podemos representar as alterações climáticas através da fotografia e do filme de artista e como podemos descolonizar a natureza (T. J. Demos). Em última análise, acreditamos que para descolonizar os ambientes sociais e naturais e começar a antever futuros habitáveis, precisamos de lançar um novo olhar e, talvez, desaprender antigas formas de ver para permitir que surjam novas narrativas e cenários.


A Future Scenarios foi produzida na RDP do Laos, Bangladeche, Nepal, Reino Unido e Uganda em 2017-18 no seguimento da nossa participação no projeto anual Culture and Climate Change: Future Scenarios Networked Residency [Cultura e Alterações Climáticas: Residência em Rede sobre Cenários Futuros], em 2016-17, apoiado pela Culture and Climate Change, pela fundação Jerwood Charitable, Universidade de Sheffield, Universidade Open e pelo Ashden Trust. A residência explorou a ideia de os artistas trabalharem como investigadores no âmbito das alterações climáticas, ligando os artistas a uma rede de investigadores de alterações climáticas, ONG, responsáveis pela formulação de políticas e instituições como o British Antarctic Survey, Museu Scott Polar, Tyndall Centre, Centro internacional de alterações climáticas e desenvolvimento no Bangladeche (ICCCAD), IIED, ACNUR, Serviço Jesuíta a Refugiados, Royal Geographic Society e Louisiana Environmental Action Network.


*Um “Hyperobject” é uma entidade tão maciçamente distribuída no espaço e no tempo que não é possível compreender tudo de uma só vez. Mesmo se utilizarmos dispositivos prostéticos, como os velozes supercomputadores, poderá ser difícil mapear um” (T. Morton).



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